Desde sexta-feira que não tenho encontrado o sossego que preciso, é sempre assim, quando acho que estou folgada, vou adiando e quando vejo a bomba explode! Perto do fim do ano é sempre caótico, com um plus : o término da especialização, com seus respectivos e maçantes fichamentos e TCC, sem contar com a preparação pro concurso!! E nem falei que tenho ojeriza às festividades de fim de ano (na minha casa é momento de estresse total).
Nossa! E é no meio dessa avalanche de responsabilidades mal geridas que me encontro, estava há três meses sem dar uma (num quase desespero) e recorri a velha fonte de sempre (é, eu não tenho vida social, nisso que dá), primeira transada ok, segunda ok, na terceira e eu faço sem camisinha! E esta não é a primeira vez, eu brinco com minha sorte! Ele gozou fora, menos mal, mas os merdinhas são microscópicos, então não adianta muita coisa. Ordinária de merda! Agora eu to aqui com o coração na mão esperando o efeito do remédio (não é abortivo, é um tira dúvidas), talvez exagerando, pois se eu estiver ...você sabe ... (nem ouso falar a palavra maldita), hoje (domingo quase segunda) farão 2 dias de ... bom, isso mesmo. Mas Deus protege as semi-irresponsáveis que se empolgam na hora H e esquecem que a rapadura é doce, mas não é mole não, não é? Tomara que sim. De qualquer forma eu tenho duas opções: aborto ou suicídio, então, ok. Já tava até pensando nas minhas palavras finais. Deixo um bilhete? Ou modifico meu perfil no orkut pra algo bem depressivo? Já imaginei muitas vezes meu fim, com ou sem motivos. O meu velório, o que comentariam, é uma espécie de prazer mórbido. Sentiriam minha falta?
Tenho verdadeira fobia de gravidez e fico duvidando de minha sorte desse jeito, isso é auto-destrutivo! Deve ser uma espécie de auto-punição pelo prazer outrora sentido. Eu to me tratando com desleixo, me contentando com as migalhas que a vida me oferece. Sei que não posso contar com ele, pois ele já tem dois pra cuidar (que cuida razoavelmente), ele é mais irresponsável que eu, mas tem a sorte de ter parentes ricos.
Bom, eu vou ser otimista, não é a primeira vez que fico uma pilha com essa história. Cara! Eu sou engraçada! Na verdade, nem sei o que faria se isso realmente ocorrer, eu não sou mais adolescente, mas estou longe de ser a mulher independente toda-poderosa que eu gostaria de ser! Eu planejo me suicidar e quero entregar meus fichamentos em dia, pra quê? Dias desses perguntei pra minha mãe se ela me achava uma fracassada, ela me respondeu que não que o que eu preciso é ter mais coragem. Às vezes eu penso que um filho pode dar mais coragem, e talvez lá no fundo de minha alma eu queira ser mãe (se bem que meio incestuosa), mas eu sei que isso pode ser que sim e pode ser que não. Eu me sinto muito incompleta pra ser mãe, não agora, não! Por que eu faço isso?! Só pode ser distúrbio mental, uma ninfomania auto-destrutiva, uma válvula de escape mal regulada. E já pensou se ele vier pior do que eu? Ou igual ao meu irmão? Ai, meu Deus, tomara que não! E tudo isso porque eu tava sem o maldito dinheiro da injeção (e da camisinha). E tudo isso porque eu não tenho dinheiro próprio e pelo que vejo, nem paz e nem felicidade. Aguardemos os próximos capítulos. Eu e meus dilemas. Na próxima encarnação eu quero vir homem, até hoje não vi vantagem nenhuma em ser mulher.
Deus tenha piedade de mim, se não de mim, do que poderia vir de mim. Da cadeia de infelizes, eu espero ser a última. Sou controlada demais para estar em pânico, mas eu não tenho paz, nunca tive, é tudo só um arremedo, um simulacro de vida! E eu sou uma péssima atriz de minha própria vida, não sei como o senhor escreve, mas não invente de me inserir nestas tortas linhas que tanto falam. Eu sei que já tive chance pra morrer, então não me custa nada tentar de novo. Há tantos em situação pior que a minha que rogam por sua graça todos os dias. Eu sei, eu sei... Eu me sinto desmerecedora. Não me sinto desesperada, só ansiosa por saber o final (e claro ver que tudo não passou de um susto), então, se puderes, me dá uma força aí, uma luz, como costumam dizer. Eu tenho medo de fazer alguém mais infeliz do que eu. Acho que, pelo menos por esta década, ninguém merece ser meu filho, e isso há de ser levado em consideração. Eu sou complicada, imprevisível até. Nem tenho pleno conhecimento de quantas neuroses habitam minha alma, eu faço tudo errado, eu sou uma covarde irresponsável de merda. Só peço que me perdoe por eu ser uma fingida covarde, só isso.
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