quarta-feira, junho 28, 2006

“As pessoas só vêem o que querem”

subtítulo: Estrutura familiar da mesquinharia conglobante.

É na família que começamos nossa formação, aprendemos o que é amor (quando temos sorte), ódios, disputas, intrigas, discórdias, carinhos, etc, etc, o que, ao final, eu poderia denominar de desenvolvimento do espírito de sobrevivência humano. Hum...mas por que estou falando disso? Observações, só observações, colhidas sem muito esforço do meu próprio nicho familiar, o que por si só, já bastaria um romance recheado de contradições. Explico melhor: somos quatro, numa mesma casa, uma casa grande, porém não o suficiente para que consigamos viver confortavelmente na presença uns dos outros, sabe, como de praxe, nos amamos, até por extinto de conservação e para pertencer a algum grupo familiar, ok, vou deixar de ser “cientista” e assumir nos amamos sim! E com a mesma força que nos odiamos. O meu grupo tem um “costa prateada” que apesar de toda a evolução feminina (em boa parte teórica) age como se estivesse no século retrasado, torcendo o nariz pra essas mulheres que se preocupam mais em atingir um orgasmo do que constituir famílias, ele pensa “elas querem trabalhar? Ok. Elas querem trepar? Ah bando de vagabundas!”, também há uma fêmea, reinando, pelo que se sabe, sozinha, administradora competente do lar, com preguiça mental suficiente pra não tentar alçar novos ares que por ventura lhe permitiriam a realização de alguns desejos de consumo e de vida, frustrada, porém digna. E os dois filhinhos superprotegidos e inábeis: a filhinha primogênita, intelectual principiante, carente por atenção e afeto, que desenvolve às escondidas alguns potenciais interessantes, mas o pai lhe julga uma (quase) completa retardada; e o filho mais novo, anti-social, de comportamento contraditório, por vezes carinhoso e infantil, por outras agressivo e alheio a tudo e todos e, inconscientemente, um manipulador. Bem, estamos apresentados, vamos nos deter neste último, que é o que interessa, e o que vai dar razão pro meu título.

Mais novo desde a adolescência, como todo macho jovem costuma fazer, começou a desafiar a autoridade do costa prateada, ao que era severamente punido, o que o fez crescer dentro de si um ódio profundo por seus genitores, dele, por ser um ditador familiar, dela, por nunca protegê-lo suficientemente contra a fúria paterna, e assim fomos crescendo, acrescentando-se que apesar das costumeiras disputas e intrigas com sua irmã, estas sempre foram superficiais o suficiente para não abafar o amor. Nos momentos de colisão, ambas sempre se punham em defesa do mais jovem, mesmo sob graves ameaças físicas ou morais.

Há alguns meses, depois de mais uma colisão, mais jovem decide ir embora, a aderência à bebidas e maconha o fizeram mais corajoso e impertinente perante o costa prateada, e o melhor, para que ambos não se matassem, foi a saída estratégica daquele. Desde então, há um espaço vazio na casa, mas longe de ter tornado o espaço maior e o ar mais leve. Tudo parecia bem, ou talvez até já estivesse, ainda agora, há cinco minutos. Vá se saber, depende do ponto de vista. Mais jovem aprendeu rápido que para ter a atenção do costa prateada basta se fazer de besta e de vítima da vida, mesmo longe do nicho, manipula seus genitores, constrói monstros que o atormentam – que, na verdade, são mais vítimas sua - e se aproveita da distância e das habituais neuroses paternas para ter a tão desejada atenção, que sempre estivera voltada pra ele, enquanto ainda residente entre nós, só que à época, isso o fazia odiar pai e mãe, mais e mais.

Eis, que um belo dia, uma amiga do mais jovem resolve tornar-se sua namorada, não será fácil para ela ter o ok dos complicados, neuróticos, preconceituosos e superprotetores pais dele. É recebida com muita educação e gentileza, alguns dias depois a máscara caiu, ela se tornara velha, feia e sem dinheiro, antes a coisa era assim: “ela não é tão bonita, mas é uma boa pessoa, ela é mais velha que ele, mas tudo bem, ela não tem dinheiro, mas é trabalhadora”. Acho que tenho que agradecer a minha família por me mostrar tão bem como é o espírito humano! Aprendi com seus exemplos: Lud, nunca confie num sorriso amigável!

Eu procuro ser imparcial nas coisas que vejo e também nas coisas que faço, aprendi nos livros que a imparcialidade é amiga da justiça, só que a vida tem me mostrado que esta anda em extinção, mas mesmo assim eu insisto, é o tal desejo de ser reconhecida, quem sabe como uma grande intelectual, anos após minha morte? Hum...quem sabe! Talvez porque a justiça tenha se tornado meu Deus. Provavelmente.

Embora isto possa me colocar em cima do muro, não defendo ardorosamente aqueles que partilham comigo a carga genética, consigo enxergar seus defeitos, provavelmente até os aumente porque também herdei a neurose, hum, mas ao contrário deles, me simpatizei, embora pouco, mas sinceramente, pela nova-ex-namorada do meu irmão, se tivesse mais coragem a aconselharia a ficar longe dele, não tentar ser mãe dele, se encarregando de ajudá-lo a resolver os próprios problemas, espero que ela caia em si, e veja com quem está lidando. Ela julgou erradamente ser amiga de nossos pais, se fudeu, agora ela é odiada, e tudo por causa do problemático, meu irmãozinho, ele tem que ser tratado com beijos e porrada, foi sempre assim. Compreensão? Psicologia? Querida, ele não sabe o que é isso! Não se meta no que não sabe! E para a preservação de sua integridade física e espiritual (será que ela tem? Achei-a obcecada por ele), mantenha-se, uma boa amiga, apenas isso, e se conseguir!

Bom, mas isso é a minha visão imparcial das coisas!

Vamos a visão parcial, cheia de bairrismo desta adorável família: Há uma crise conjugal no casal, ela se assusta com as agressões do mais jovem, que a ameaça de infligir força física, a expulsa do apartamento onde moram, ela vagueia pelas ruas desde as 4 da madrugada de sábado até a manhã de domingo. Ao telefone, a mãe comenta com ela sobre os “problemas do filhote”, pois quer avisá-la do provável perigo que corre, e pede sigilo, mas isso não é possível, pois é enforcada pelo mais jovem para contar o teor da conversa. Mais jovem dá o fora, vai morar em outro lugar (qualquer um, menos a casa de origem), ela ainda o ajuda a se mudar e quer permanecer sua amiga! (Estou começando a achar que ela é louca!).

E depois de tudo isso, ouço dos meus pais a pecha de que esta pobre coitada é uma vagabunda! (Se fosse doida e masoquista eu concordaria!) Que não merece confiança, porque comentou com o “pobrezinho” que sabia de seu “segredo”! E tudo porque ela é mais velha, não tem dinheiro e tão pouco é uma musa da beleza!

E assim eu aprendo com minha família o que há de mais importante para se aprender no mundo: o que importa é a aparência, o resto é o resto!

E podem rasgar os livrinhos com histórias de amores eternos! Os belos amam, os feios, quando castos, sofrem, e quando gaiatos, fodem. E assim é a história da humanidade.

Mas sabe o que mais me assusta? Eles têm razão. Só sabe disso quem tentou ser bom com os outros.

Leitura obrigatória entes de dormir: O príncipe, de Nicolau Maquiavel ( ou Nicolai Machiavelli para os íntimos)

obs.: Na verdade, as pessoas só vêem o que conseguem.

domingo, junho 25, 2006

Momento querido diário II

Hoje eu estou assim, num tédio de sempre, correndo atrás do tempo que deliberadamente resolvi perder ... não tenho muita habilidade nessas coisas de administrar, seja tempo, pessoas, animais, trabalhos, estudos. Sempre com tudo em cima da hora, sempre aos sustos "nossa! mas já?" é a grande merda da vida, não de todo mundo eu espero, mas da minha, odeio pensar em futuro, ainda mais quando vejo que os dias passam e pouco ou nada muda, claro que sempre muda algo, não assim exatamente a meu favor, é algo que vem e eu vejo e concluo "ok, então é assim? então vamos nessa, não vou discutir". Hoje fiquei com ódio de mim, meus compromissos estão atrasados, o meu sono está sempre desequilibrado (ou demais ou de menos), convivência em família quase insuportável, embora na prática esteja tudo ótimo ou quase, por cima tudo uma beleza, cave e veja mais fundo, há um imenso buraco. Ouvir a voz dos meus pais me dá um ódio adolescente. Ter que bancar uma retardada boa parte do tempo me deixa com vontade de entrar em extinção. Hoje eu jurei que não ligar msn, orkut?? Até que vou dar uma espiadinha, se alguém me mandou scraps simpáticos retribuirei a qualquer momento. Conheci pessoas interessantes na internet, pena que bem poucas sobram, somo disse sou péssima em administrar pessoas, falta de prática mesmo. Adoro teclar e dar uma variada no espirito teclando novidades interessantes com umas e outras pessoas, mas, enquanto isso, segue a vida comum, acende a luzinha vermelha "segunda-feira! compromissos!vá estudar! falta de grana!", Jesus! Juro que se tivesse coragem me mataria agora mesmo, ia para um lugar deserto, sem ser humanos por perto e tchau, não serei o futuro de papai e mamãe, não sou mais a menina estudiosa, a "filha exemplar", a mulher da vida de alguém, não vou ter mais que aturar toda essa fachada hipócrita a que sou submetida todos os dias. Amém! E o túnel de minha vida enfim clareará.

domingo, junho 18, 2006

Sabe, às vezes me bate uam idéia de que sou uam grande criança boba

Sabe, pode ser verdade. Mas, no fundo, não estou nem aí.

Ordinário Diário,

Hoje, eu vim aqui para postar essas asneiras que rondam o meu cérebro, chego ansiosa ao Mozilla (quase mil vezes melhor que o internet explorer), digito www.blogspot.com e, surpresa! Me deparo com o blog de um tal Sam Aryanmehr (puta nome difícil de escrever, deve ser árabe), em inglês, me vejo supresa e até em um microêxtase na ânsia de estar invadindo a privacidade alheia, me valendo de uma falha no sistema e não por méritos próprios. Pois bem, está em inglês, eu entendi uns 30%, gostei do estilo introspectivo, mas achei maçante. Deixa pra lá, isso foi só pra iniciar a conversa, conversa de bar, sem meio, sem fim e sem nexo, sem maiores propósitos, é ...muitas coias são assim na vida!

Hum... nouvelles, est-ce qu'l y a des nouvelles? (ô françês chinfrin, mas fico chique benhê! - pelo menos ainda lembro de uns 30% do que estudei). Já falei que meu irmão tá fora de casa? Que ele tá vivendo com a namorada?E que ele é dois anos mais novo do que eu e já conseguiu sair deste círculo vicioso criado por esta família e sobretudo pela menta nefasta e possessiva de meu querido e odiado pai? Parabéns pra ele! E eu me lembro daquele menino que eu sempre protegia, e que ainda protejo se ele precisar, mas espero que ele não precise. Eu sou assim, tenho esse "quê" torto de mãezona dos fracos e oprimidos, ok, você pode cuspir na minha cara e rir de mim quando eu estiver no chão, mas não ria de quem eu amo! Não mexa com a minha família, pois só quem pode avacalha-lá sou eu! Pois eu a conheço melhor do que ninguém e ponto final! Mas, apesar disso, sou uma moça pacata e é só se comportar direitinho na minha frente, sem problemas. Sabe, eu tenho um coração, ou mesmo uma alma melodramática, me emociono comigo mesma numa idolatração dolorosa narcisista, puxei pro papai.

Coisas rotineiras, pequenas vitórias (micros, na verdade) : estou conseguindo finalmente (ufa!) fazer a porra do meu fichamento da pós! Só parei pra vir escrever aqui (Vai te fuder porra!). É incrível como um feriado que me dá uma folga de 4 dias (ou seja, tudo o que pedi a Deus: dois sábados e dois domingos) e consigo estragá-lo me dedicando ao ócio obcessivo dormindo e navegando até altas horas solitariamente nos mega kilobytes malditos da" www". Mas tem sido bem proveitosas as minhas incursões pelo mundo masculino - mesmo que só online - seja ele hetero, homo, pan ou tico-tico no fubá da safadeza pura, como tem homem puto no mundo meu Deus! Hehehehehe!!!! Pior pra mulherada, hehehhehe, Freud dizia a mulher tem inveja do pênis, pobre Freud ouso discordar e dizer que o mundo ainda não descobriu o poder do que temos entre as pernas! E nem to me referindo só aos buracos, estes são só um detalhe!

E não transei, sim, eu tô afim - um dia sim, um dia não tá de bom tamanho - mas puta merda! Volta e meia me decepciono com meu bebê, que penso ter cativo, preso no bercinho das minhas manipulações escancaradas, quanta ilusão garota! Se bobear, ele tá é chupando umas bucetas por aí e não só a minha, a propósito ele nem me chupou da última vesz, alegou impecilhos de ordem médica, sim, vai te fuder! Ou melhor, vem me fuder! Preciso de língua, dedo e pica nova, falei isso pra um amigo virtual e ele se escancarou de rir! Hehehe, Se bobear ele pode até estar lendo isso aqui, beijos pra você putinho!!!! - no bom sentido, claro! ;)

Eu tenho pensado muito esses dias, eu penso sempre, na maioria das vezes besteiras, algumas eu até trasfiro pra cá.

Hoje morreu o Bussunda, grande Bussunda! Ficava um "must" de Vera Fisher, toda suspirante, especialista em descabelar o palhacinho cabeludíssimo do Tony Ramos, mas só na novela claro! Eu ainda assisto essa porra de programa, é machista, homofóbico, tem piadas repetidas inúmeras vezes, mas não há nada melhor, e sempre me divirto com aquele bando de machos feios pra porra vestidos de mulher - pioneiros do crossdresser no Brasil??? Hahahaha! Cara, eu queria ter o emprego dele! Sério! Porra, se diverte, ganha bem, tem um círculo de relacionamentos invejável e com certeza devia pintar umas "cachorra" insinuantes de vez em quando, e que ele, que parece ser um bom marido, devia descartar - assim eu espero. Eu, como fêmea (ainda hetero - porque nunca sabemos o dia de amanhã né minha gente?) da espécie humana ia querer uns "putões" claro! Mas esses lances sempre são mais complicados pra mulher. Será que a Regina Casé tem uma horda de tarados a sua espreita? Duvido. Mas uma vez vi o tal marido dela, é um gato, bem mais novo, será que vi errado? Justo eu que tenho uma visão tão apurada! E essa Regina já foi muito sacana, eta vida boa! Caralho tenho inveja desse povo que circulou pelas prais do Rio nos anos 70, Caetano, Regina, Menino do Rio, Posto 09, era esse o point? Enfim, essa turma se dedicava às artes e à foda, vem cá amiguinhos, existe vida melhor?? A nós, os meros mortais fudidos, aprisionados na sufocante floresta amazônica só nos resta tentar sobreviver em meio à mesquinharia da rotina diária, e sem boas e frequentes fodas, claro.

Voltando ao meu amiguinho, personagem do Senhor dos Anéis, fiquei felicíssima com os elogios dele! Você escreve pra caralho! - ele disse, não sei se referia só à quantidade de letras ou também à qualidade disto aqui, de qualquer forma, eu interpreto do lado que mais me favorece, pois não vou curtir um relance autocrítico agora, sem paciência.

Andei lendo umas coisas sobre Buñuel e Almodóvar, dois pirados safados e inspiradíssimos! Gostei, mas o lance tá superficial ainda, conhecimento a gente não adquire assim num estalo não. Buñuel alegou ter sido sustentado pela mãe até os 42 anos, hehehe, vendo as coisas por esse ângulo: Mamy guarde dinheiro para os próximos 20 anos, hehehe! Deus me livre! Isola! Estou baixando de pura teimosia um discos raros da época do psicodélico nacional - qualé? eu sou metida a vanguardista! E é isso no momento. E também o filme BrokeBack Mountain - a mania continua - mas estou cansando do tema, acho que fiz bons amigos na comu relacionada lá no orkut, mas quero novos pastos, e boiola por boiola sou mais os do Almoóvar! (Gaelzito de quatro e fazendo aquela cara de quem tá sendo arrombado até a alma - Oh dio!!! Como ele consegue ser tão macho e tão fêmea? Lindo, esse é o nome dele). Aliás, ainda hoje estava me indagando a origem da palavra boiola ... Sabe, o politicamente correto me cansa, e também o politicamente errado quando vira modinha é mais nojento ainda, Enfim, nada perfeito, mas ok, se fossem, quanta chatice não?

domingo, junho 11, 2006

Coisas Diárias

Sabe, quase sempre utilizo a literatura, o cinema, a televisão, enfim, alguma coisa que seja imitação da vida, para poder viver melhor. Como um professor de filosofia cinéfilo dizia: cinema é a maneira mais segura de você viver, tu tá ali sentadão na confortável poltrona – reclinável, melhor ainda) - vivendo situações que poderiam ocorrer com você, na maior ou na mais improvável das hipóteses. Eu, neste caso, gosto de ver emoções fortes, nada dessas porras de ficção científica – a não ser que ela traga algo mais além de explosões, “V de vingança” se saiu bem nesse quesito – gosto de filmes dramáticos, drama, me lembra trauma, me lembra certos pensamentos e sentimentos que eu tento contornar, mas que não dá.

Ainda agora eu estava muito pessimista, muito mesmo, escrevi um texto inspirada no fel emocional que estava provando, mas, há muito tempo comprei um livro sobre otimismo, não é nenhuma obra-prima é um pocketbook da Martin Claret, chama-se “A essência do otimismo”, tem a capa bastante bonita, uma pintura de Renoir “Os guarda-chuvas”, tem no centro uma moça de olhar distante, e eu faço esse olhar às vezes, nem charme é, é porque costumo me alhear da realidade quando ela me incomoda, não é raro eu me impor essa redoma espiritual.

Pois bem, vida mais ou menos, sem grandes percalços, quando há novidade, e quando há ela não é das melhores, mas deixa pra lá. É bom sentir emoções fortes de vez em quando, contanto que não envolvam vitimização, faz se sentir vivo e que há algo mais quente nessa nossa existência. Gosto de dramas e de comédias também, de humor negro e de sacanagem então, muito boas!

Sabe, de vez em quando me bate uma enjoada dessa vida, um enjôo mesmo, tem horas que não suporto ouvir a voz de meus familiares, nem ver minha cara, me alheio mais uma vez, vou pro meu quarto, ligo o ventilador barulhento pra não ouvi-lo comentando a novela, deito na minha cama e miro pro teto, como se ele fosse infinito. Há muito tempo não arrumo minha cama, quando vejo o lençol esticado sei que foi minha mãe, me sinto cuidada, confortável. Mãe é uma coisa! Sempre pensando em todo mundo menos nelas mesmas! Será só instinto de ver sua prole ir adiante? Será vontade de se ver eternizada nos seus descendentes? SERÁ AMOR DESCOMPROMISSADO? Eu sou mulher, mas não sei o que é ser isto, por vezes tenho raiva de ser mulher nesse mundo que ainda nos oprime disfarçadamente. As mães e suas novas receitas! Preocupadas com o vinco das golas dos maridos, não exigindo orgasmos de outro mundo, apegadas aos sentimentos que julgam serem titulares. Pobres ou abençoadas mães?! Tenho medo de ser mãe, já passei uns sustinhos, graças a Deus, nada! Não teria saco pra criar um filho sozinha – é o que provavelmente aconteceria se eu tivesse emprenhado – quero um marido amante, que seja minha mãe e mãe de nossos filhos, sem receios nem brochadas se, por acaso, eu ganhasse mais do que ele. Homens!

E já estamos no meio do ano! Porra! Tempo, ele não espera ninguém, e justo uma enrrolona como eu, sempre acha que o tempo sobra, e que se angustia quando tem que tomar uma decisão pra antes de ontem e não fez nada até agora! Ou eu sofro de burrice crônica ou angústia paralisante. Sempre estudando eternamente o próximo passo. Qual passo devo dar?

Quero encontrar a cura pra minha vida mais ou menos, de cor cinza-cocô, ou que ela piore de uma vez e me faça digna de um drama – claro que comigo renascendo ao final tal como a fênix, ou que ela melhore e vire o paraíso na terra, meu paraíso.

Compartilhando intimidades : Happy birthday to us!

Bom, nos encontramos. Depois de tanto tempo, dia do aniversário dele. Vamos comemorar? Claro! Tava com saudade daquele corpo e daquela pica, que não é grande (deve ter uns 17 cm duro, ta na média brasileira conforme algumas notícias que li na internet) é linda e macia, ele todo é macio, parece uma fêmea, é mais até do que eu. Engraçado como parece que tem vida própria, não parece uma parte do corpo do homem, em todo homem é assim, pode ver o cara pelado, parece que a pica não lhe pertence! Tá ali como apêndice, com jeito de vida própria, e a cor é diferente, ajuda bastante na impressão. A cueca frouxa, e desbotada, vinha de casa com banho tomado, cheiroso do jeito que gosto! Mais escuro do que eu, não chega a ser um negão, mas é próximo, passo minhas mãos suavemente por todo o seu corpo, pressiono meus quadris contra o dele, estamos excitados. Acho lindo o volume da cueca. A gente se beija, eu aperto sua bunda, as minhas mãos vão mais rápidas que as dele, exploro o que posso, aperto-a, como está quente entre suas pernas! Amo muito tudo isso! Meu macho, minha fêmea e meu bebê! Eu não agüento muito e de costas pra ele, coloco ele dentro de mim, sem camisinha! Deus, perdoai-me de meus pecados e livrai-me do mal nesta hora! Que não venha nenhuma gota rica a me emprenhar! (também não dou tanta sopa assim, já que eu estava quase menstruada – estava vindo uma sangria leve). Eu sofro de neurose pós penetração sem camisinha, fico contando os dias pra menstruar, mas na hora, hum... puta merda!

Às vezes, a gente se embola de um jeito diferente, que acho que devemos patentear algumas posições, que exagero! São apenas algumas variações das clássicas de ladinho (nós nos posicionamos num ângulo reto, e ele se levante a vem me beijar),e eu por cima dele (tranco as pernas e fico entre as pernas dele como se eu o penetrasse – papai e mamãe invertido?). Fico de quatro, só orientando pra ele não vir me dar uma porrada no fundo do útero, porque isso dói. E ele me prefere por cima e eu também, mas minhas pernas cansam! É um saco! Querendo mais e as pernas pesadas como se eu tivesse nadado quilômetros! Ele faz o que quero, é macio no corpo e nas atitudes, não sei se queria que ele fosse mais macho, será que a puta interior só se satisfaz com uma porradinha? Não serei eu uma dominatrix?

Eu gozo com a boca dele, gozo nos dedos dele, e na pica também, faço quase tudo sozinha. Não acho ruim, somos duas crianças brincando de sexo, adoro cheirá-lo e ultimamente tenho tentando enfiar meu dedo no cu dele, mas ele faz resistência e não deixa, eu também não sou das mais insistentes, acho, que ele toparia, deixou eu passar na portinha uma vez e ainda disse que era bom e estranho. Acho que meu sonho seria ser homem, é muito sexy um cara dar o rabo, comer um cu, fazer aquela carinha de dor e tesão, pra mim sexo anal é perfeito entre dois caras! É coisa de homem! E quanto maior, pra eles, melhor! Mulher sempre tem receio de estourar as pregas, homem não, deve ser por causa da próstata – foi o que alguns meninos que já tiveram a experiência me contaram. Anal e gozada na cara são coisas que eu acho escabrosa entre H e M, mas acho supremo entre dois homens, sei lá, acho porque rola uma igualdade e uma brincadeirinha de submissão, e já quanto a mulher, a submissão é levada mais a sério, culpa do inconsciente coletivo feminino, fomos tão hostilizadas por séculos! Mas já dei a bunda pra ele, mais de uma vez, não doeu, só deu aquela sensação de cagar pra dentro, mas se a dele fosse GG, eu não daria não! Sabe , eu tenho curiosidade quanto as sensações do sexo anal, já li num fórum, uma mulher (de uns 20 e poucos anos) dizer que a sensação boa, na mulher, se dá pelo fato do pênis encostar próximo do final da coluna vertebral, deve ser um friozinho melhorado, mais intenso que aquele que a gente sempre tem quando vai arriar o barroso. Não gozei, mas também não foi horrível, só senti falta de mais lambida – acho que ele se preocupava mais em ver o negócio entrar e sair de mim, safadinho! Fiquei procurando o arrepiozinho melhorado e não achei, já vi que gozo mais com dedo, com a boca e na frente.

Enfim, eu amo meu homem mulherzinha, ele não é afeminado não, nem um pouco, mas é fofo, delicado, tem pele de moça já falei? Adoro isso! Será que sou enrustida? Hehehe, não sei, gosto muito de pica, será? Quem sabe um dia eu não pegue uma mulher, tenho curiosidade, devem chupar bem, mas não fazem aquele voluminho no meio das pernas...

Queria ter um pau e meter fundo naquela bundinha, puta merda! Possuí-lo sabe? Por isso que às vezes me dá vontade de ser macho. Um último livro que li foi “A casa dos budas ditosos”, é do João Ubaldo Ribeiro, história das libertinagens de uma libertina abençoada por Deus, e ela se auto-intitulava grande homem fêmea (não gostei da expressão!), boas putarias narradas, ela diz que comeu seu irmão, não com um dildo, mas esfregando-se e abrindo a bunda dele,e que ele fazia a mulherzinha sem deixar de ser macho, um tesão. Não sei, queria penetrar uma bundinha de homem com meus dedos e sentir suas contrações, porra, eu ia curtir! Mas também, antes a gente tem que superar um certo nojinho de merda, porque cu é gostoso, mas tem cheiro de bosta.

Apesar das restrições, a transa foi boa, teve um momento, eu por cima dele, que ele tirou a pica de dentro de mim, e escorreu meu líquido em cima dele, eu sussurrei em seu ouvido : “podia ser na sua boca”, me deu uma vergonhazinha depois, mas ele em respondeu que não podia, tratamento de canal, que bosta! Mandei ele perguntar pra dentista se ele podia fazer oral, rsss. Ele adora chupar, embora demore um pouquinho pra achar o jeito certo, adoro beijá-lo sentindo meu gosto em sua boca! A gente curte um oral, também adoro pôr a pica dele na boca, pegar, apertar. Ele tem um cheiro bom.

Eu ficava por cima dele, mexendo, indo pra cima e pra baixo atrás do eu gozo, e ele passando a língua em mim, do lado dos meus seios, perto das minhas axilas, aquilo tava me deixando doida! E eu fudendo-o! que falta ter umas pernas mais fortes, mas enfim, divirto-me! E apaziguo minha alma e meu corpo. Amamento meu bebê e sou alimentada por ele, meu amante, meu inimigo, irmão e filho.