quinta-feira, novembro 15, 2007
Trabalhar pra quê?
Nos primórdios da história cristã concebido como castigo: "Comeste a fruta original, blá blá blá, estás fodido, saia do paraíso e vá trabalhar" - disse Deus a seu mais novo e querido invento. E assim foi toda a humanidade levando seus paninhos de bunda dar início à história.
Na Grécia Clássica só escravo trabalhava, e se não fosse assim, o que seria hoje do pensamento ocidental? Realmente, não temos nem base para propor qualquer hipótese.Se não fossem os gregos e todo seu ócio criativo (título da obra de Domenico de Masi - muito bom, pena que preferi curtir um relax e não o li na íntegra), o que seria da humanidade hoje? Principalmente da parte da humanidade que manda e desmanda na outra parte?
...
Só sei que meu trabalho está, hum...me desgastando um pouco, mas há a vantagem de manter meu cérebro trabalhando, me faz sentir útil e me afasta de idéias idiotas. Na verdade, trata-se de um paradoxo, tento resolver problemas alheios na medida que acumulo os meus.
Mas tá legal.
Quedas bruscas de energia e outros problemas de pobre
Nem ver um OVNI, eu consegui, mas este cara aqui conseguiu. Puta sorte, hein? Que legal!
Beijos para o além.
domingo, novembro 11, 2007
SOU BESTA (Post salvo automaticamente)
Subindo e descendo todo dia.
Não vou mais esperar nada de ninguém, mentira; nem fantasiar, mentira dobrada do caralho. Pede pra sair! Me diria Capitão Nascimento. E dá-lhe tapa na "zorelha".
Eu já disse que ia tentar ser otimista. Queria usar drogas, mas não tenho dinheiro, nem coragem.
domingo, setembro 09, 2007
EMOROLLA
Eu gosto é de rola. Oh! Arriba! Arriba!
ps1 : homem depiladinho é tudo de bom (não precisa ser radical, basta fazer como o rapaz da foto) :)
Ps 1.1.: puta merda! a rola dele lembra a do meu ex número 1 (que me trouxera alegrias, por sinal)
ps2: internet explorer é uma merda, opera - uso razoável e instável, mas quem manda bala mesmo é o firefox! ;)
Estava pensando em inaugurar um panteão das rolas, hum...não sei.



quarta-feira, julho 04, 2007
Amigos Canhões
Dias desses meu pai (sempre ele! que perseguição!) disse que num casal o importante é a mulher ser bonita (só faltou complementar que o homem deve ter dinheiro), discordo totalmente, não conseguiria ficar com alguém, dar uns amassos e etc. que fosse um desastre estético, poderia ter um milhão de outras qualidades espirituais, não importa, antes usá-las para consertar o planeta Terra do que me levar pra cama.
Dias desses estava pensando no meu círculo social - ou seria melhor chamá-lo de "não-social", o rol é tão amplo que me dediquei ao exercício de dar nomes científicos aos seres em questão, sempre frisando, todos muito bons cidadãos:
1. Bunda Enfraldada.
Origem da nomenclatura: um colega - que será descrito logo mais - um dia insinuou que ele parecia usar fraldas. Faz sentido. É a maior e mais mal distribuída bunda que já vi em um sujeito com uns 10 ou 20 quilos acima do peso ideal.
Psico: sujeito bacana, trabalhador, estudioso, gentil; é aquele cara que só serve como amigo porque imaginá-lo sem roupa é um exercício bizarro.
Habitat: repartições públicas e cinemas.
2. Nanico allegro-tagarelante.
Origem da nomenclatura: de estatura ainda infantil, procurou compensar a falta de tamanho com dotes relacionados à comunicação verbal, sempre tende a exagerar o dom aperfeiçoado, oratória vazia e infinita digna de fazer inveja ao quase defunto Fidel Castro.
Psico : é assustadoramente alegre, mas quando ameaçado reage com golpes, não importando o sexo do agressor.
Habitat : locais em que se costuma dançar coreografias regionais de gosto duvidoso.
3. Político pobre com verruga facial.
Origem da nomenclatura: extremamente formal, acreditamos que este ser para arriar o barro precisa de um alvará prévio ao ato em questão. Um pouco divergente dos demais, neste faz-se presente razoável harmonia corporal, seu formato lembra o de um ser humano magro e bem distribuído. Como não poderia se sustentar sobre atributos estéticos, na mesma esteira dos demais, aperfeiçoou a oratória da cafonice.
Psico: parece autoconfiante; tradicioanal, burocrático e mercantilista.
Habitat: locais tidos como engomadinhos; aiás, ele é quase um típico engomadinho.
4. Zureta (zóio torto.
Origem da nomenclatura: se um caminhão não lhe deu bem no meio da cara; sua cara de noiado e a aparência vitral de seus olhos provavelmente tem por origem o uso abusivo de drogas por sua genitora; se também não foi isso, só poso afirmar que ele é fruto de uma foda muito mal dada.
Psico: meio grosseirão, parece ter senso prático das coisas da vida, pensa numa vida estável e chata como um alto funcionário público. No momento, a namorada ganha mais do que ele.
Habitat: não sei. baladinhas meia boca, quem sabe...
5. Zumbi dioso antisocial.
Origem do nome: embora jovem ainda, carcaça e alma de velho. Tal como o nanico, um gosto musical bacana. Praticamente não sai de casa, não dirige e nem anda de ônibus.
Habitat: deve estar trancado no quarto neste momento.
Hoje foi meu dia de exercer o espírito suíno!!! Só frisando que gosto dos meus amigos, mas gosto mais ainda se sacaneá-los, pena que eles nem vão ficar sabendo (graças a deus!! hahahha)
quinta-feira, junho 14, 2007
Frases e links do dia
Como eu não li a obra do Ariano Suassuna, fui atrás de informações a respeito, enfim, só vai entender a série quem leu o livro e olhe lá!
E assim soube que depois de matar a onça, Quaderna soltou a seguinte pérola (que hoje pego para frase do dia):
- Depois de morta, todo mundo tem coragem de meter o dedo no cú dela! (eu adaptei).
Pois é, poderiam ter ganho uma telespectadora, aquela samba do crioulo esquizofrênico e toxicômano me deixou zonza. :S
Vamos ao link do dia : Entrevista de Allen Ginsberg (beatnick) a Revista Gay Sunshine, traduzido pra o site Rizoma.net: partes 1, 2 e 3:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=154&secao=desbunde
http://www.rizoma.net/interna.php?id=158&secao=desbunde
http://www.rizoma.net/interna.php?id=159&secao=desbunde
Bom, nunca li nenhuma obra do gênero, mas o cara é uma figura, nem precisava ter escrito nada.
Voltemos ao mundo real.
Diversão : Comentar em sites
Antes que ela apague, se isso ocorrer, culpa minha, quem manda ter apreço por linguagem chula, rss.
Como ela é uma colunista que volta e meia traz a questão masculino X feminino, sempre chovem comentários aos posts dela, a bola da vez foi esse:
Oportunidades da feminização
Vivemos um período de transição no qual cada um procura seu lugar, o que de certa forma tem facilitado uma certa nostalgia da complementaridade entre os sexos fundada sobre a diferença no cérebro, nas emoções e na competência. Quem escreve é o psiquiatra francês Serge Hefez, numa excelente crônica sobre os riscos de feminilização da sociedade, que vem sendo lamentado em diversas esferas de debate e alimentam a idéia de que os homens devem “recuperar seu poder perdido”. Hostil a esta visão, a que ele classifica de simplista e reacionária, Serge reconhece que está cada vez mais difícil definir o que é ser homem hoje em dia. Historicamente, a masculinidade sempre esteve associada à autoridade, mas hoje já não atende mais aos novos papéis dos homens nas famílias.
Agora que os pais estão cada vez mais próximos dos seus filhos, agora que os cônjuges estão cada vez mais em pé de igualdade, já não é mais possível a uma mulher dizer que um homem não desempenha corretamente seu papel de marido.
Serge defende que contrariamente aos discursos que anunciam a “confusão dos sexos” como o maior mal sob a terra, tanto homens quanto mulheres têm a ganhar com a evolução em direção à igualdade. O homem, diz ele, não é mais o guardião da autoridade nem da ordem simbólica. Eu, como ele, acho que isso é ótimo para todo mundo.
[163 comentários]Publicado por Carla Rodrigues - 12/06/07 10:00 PM
Agora meu comentário:
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, deu nesta quarta-feira uma orientação bem-humorada aos turistas que enfrentarem filas nos aeroportos antes de embarcarem em viagens de férias. “Relaxa e goza porque você esquece todos os transtornos depois [ao chegar ao destino]”, disse durante o lançamento do Plano Nacional de Turismo 2007-2010.
Marta ainda comparou o sofrimento das filas nos aeroportos a um parto. “Isso é igual a parto. Depois esquece tudo.”
Atrasos têm sido constantes nos terminais do país desde o ano passado. Recentemente, condições meteorológicas têm prejudicado operações de pouso e decolagem e aumentado a espera nos aeroportos
Comentário de Lovely Rita — 13/06/2007 @ 2:07 pm
Realmente Lovely Rita, mulher só faz merda; antes ficassem só na forno-fogão-cama, a propósito, tem uma baciada de calcinhas sujas minhas, quer lavar? HAHhAHA, estou brincando.
Bom, por onde eu começo? Antes de tudo me impressiona positivamente como o site da Carla Rodrigues é um dos mais comentados do No Mínimo, eu curto bastante, e foi por causa dele que resolvi ler os demais. Também leio o daqueles caras comentando as fotos de mulher pelada, e é engraçado o efeito que uma bunda e um par de peitos são capazes! Realmente são cultura! Vou parar de estudar e vou malhar, quero uma crônica daquela pro meu clitóris, mas claro que ele deve estar emoldurado por um fortissimo par de coxas! :D
Não consegui prestar atenção a cada palavra que foi escrita, 168 comentários são demais pros meus ovários (sabe como é né? sou mulher, nem sei ler direito), mas em suma, Camille Paglia é uma nonsense que gostaria de ter nascido macho (acho que ela não sabia tocar siririca) e Giovani Duarte utiliza a voz dela para demonstrar que TODA mulher pensa assim, mera ilusão querido, homens e mulheres: seres tão multiplos!
Vamos ao francês e a feminilização do mundo (em qual mundo isto está ocorrendo? Só se for no chamado “primeiro” e com ressalvas; aqui no Brasil não existe essas paradas não chefia) :
“Serge defende que contrariamente aos discursos que anunciam a “confusão dos sexos” como o maior mal sob a terra, tanto homens quanto mulheres têm a ganhar com a evolução em direção à igualdade. O homem, diz ele, não é mais o guardião da autoridade nem da ordem simbólica. Eu, como ele, acho que isso é ótimo para todo mundo.”
Ao contrário do que alguém aí afirmou, no mundo tem mais mulher que homem, no entanto, a voz da maioria é masculina. No Brasil e em muitos países o futebol é paixão nacional, alguém poderia me citar aí um país cuja paixão nacional seja algo tradicionalmente “feminino”, tipo tricô? :P Eu, desde nova, sempre achei um porre coisinhas tipicamente femininas, exceto moda, coisa aliás, que nem é tão feminina assim, cite uma grande costureira além de Coco Chanel, tem?
Eu só posso concluir, que apesar de sufocadas pelo mundo masculino, as mulheres sobrevivem nele com heroísmo, coisa que os homens, pelo que vejo, cagam nas calças de medo: um mundo feminino! oh! a proliferação das bichas! Mulheres com sovaco cabeludo! Notícia do dia : Dono de casa não aguentando mais cuidar dos filhos, resolve esquarteja-los”, rsss.
Eu sou favorável a um toque (não de rosa que é uma cor muito aguada), mas do vermelho-sangue feminino no mundo!
Se ainda fazemos merda quando temos um cargo de poder ou autoridade é justamente por falta de prática e não por imposição natural biológica; milhares de séculos sendo apenas donas de casa não ensina ninguém a ser persuasivo. Falta às mulheres um know-how justamente por ser algo historicamente novo, não há um arquivo de conhecimento consolidado direcionado às mulhres, neste sentido : como ser um excelente patroa, chefe, presidente, governadora, etc…sem virar um macho de saias.
E quanto ao cara que leu Camille Paglia, joga o livro dela fora bicho (opa! menos radicalidade, só o livro da bruna surfistinha merece isso; melhor, usa como calço de mesa) ;)
terça-feira, junho 12, 2007
Mais um post incompleto - estou - com preguiça - mas vou reclamar como sempre, chata pra caralho, vai tomar no tóba
Passei praticamente o final de semana lendo a bibliografia de Kurt Cobain, porra! 400 e poucas páginas, tá pior que Senhor dos Anéis! Também havia baixado outro livro que estava louca pra ler, mas com o qual me decepcionei no primeiro capítulo : Cristiane F., drogada e prostituída. Estou numa fase séria, de me dedicar a algo que apesar de chatíssimo, vai me garantir um futuro, uma remuneração mensal constante, e é assim a vida né? O salariozinho bonitinho todo final de mês, contas para pagar, na maioria contas de manutenção da existência (telefone, água, luz, etc.), dar uma força pros pais, aliás tem uma dívida feita em meu nome em prol da família, claro que eu sou uma boa filha, não dou lucro nenhum, mas não dou despesas graves, quer coisa melhor que isso? Sim, arrume um emprego e faça sua vida! – gritou minha consciência.
Bem, não li com afinco todo o livro (o do Cobain) porque a certa altura eu estava entediada de assimilar descrições de problemas estomacais e drogas. A parte de não famoso foi que mais me impressionou, sobretudo a infância. Nossa! Posso dizer que perto da minha a dele foi perfeita!! Meus pais (ou melhor, meu pai) nunca tinham dinheiro suficiente ou tempo ou paciência mesmo pra passear com a família, acho que desde pequenos eu percebia, e creio que não era só eu, que nós éramos um peso, uma razão deles se sacrificarem justamente para um dia darmos lucro. Decepcionamos o velho, aliás todos os filhos do velho o decepcionaram (ele é quase 15 anos mais velho que minha mãe e já tinha uns 4 filhos de outros relacionamentos), porque nenhum deles deu bons lucros, até os mais formidáveis, o que deve agredi-lo de certa forma em seu orgulho. Somos a típica família reclusa, refém da televisão, sacas? Somos um saco. Anti-sociáveis e cheios de razão. Temos a “sorte” de ter vizinhos que sempre invadem nosso espaço com suas paranóias piores que a nossa. Acho que somos o tipo de pessoa com a qual os revoltadinhos/moderninhos/baladeiros resolvem tirar uma e pegar pra Cristo.
Sim, e onde quero parar com isso? Vamos por partes, eu também gostei da parte infância do livro Cristiane F. nenhum dos dois eram pobres, classe média, razoáveis, pagando as contas e se distraindo um pouco da existência sem rumo. São tão parecidos comigo, com a gente, até a parte sórdida, se bem que o nível do paciente problemático da família está razoável, o fundo do poço está longe, o que não evita a taquicardia da minha mãe e a cara de “lá vem merda” que meu pai faz toda vez que a namorada-babá-mãe do meu irmão liga aqui pra casa. E o homem desanda a fazer discursos morais sobre o problema como se isso resolvesse algo, revoltado com seu filho safado e fraco, porque não puxou ao pai?! Tenho pena dos ouvidos da minha mãe, ela faz ouvido de mercador, mas tem uma hora que não dá para fingir que o orador neurótico não existe. Lembro de uma vez, eu tava comendo um doce cujo sabor eu nem sentia porque meus ouvidos resolveram ser alugados por este sujeito, claro, sempre cheio de razões, criticando e se tomando como parâmetro do que é correto, bom e justo, ah, me poupe! Sem nada falar, me levantei e fui deixar o pires na pia, demorei até ver se ele parava. Pra quê? Emputecido ele praguejava a família toda, como sua vida era uma desgraça, que ele não se iludia conosco não! Esbravejava : “Eu não to enganado nessa porra, aqui ninguém morre de amores por mim” (por que será?), e arrematou seu discurso brilhante com “Antes que eu me esqueça, fodam-se! Fodam-se! Ou foi “Vão a puta que pariu”? Ah! Como é difícil se fazer de surda, me sinto tão humilhada de ter tanto medo! Me odeio mais do que odeio ele. Gostaria de pegar minha mãe e deixarmos ele, pararmos com esta merda de fingimento de família perfeita e trabalhadora, estou de saco cheio!
Mas como eu dissera, eu sou muito sensível à infância, fico comovida demais, lembro da minha. Adorava animais, ainda gosto bastante, tenho 3 cães que são a parte boa de estar em casa, são os nossos terapeutas. Freud disse que é na infância que nossa personalidade é traçada e os anos seguintes apenas serviriam para consolidar e aprimorar o que já está pronto. Que droga, queria ser outra pessoa, agora é tarde. Estou no meu refúgio : no quarto, de portas trancadas e fones nos ouvidos, divertido não? Está tocando Shakira + Beyoncè, “Beautiful Liar”, música sexy, combina comigo, uma mentirosa bonita, eu gosto, sou uma eclética. Apesar de curtir o power trio do rock, eu canso de ouvir uma mesma coisa, acho que musicalmente só não suporto pagode e rap. Eu sou o tipo de pessoa que consome sonhos e ilusões e que briga consigo mesma o tempo todo pra prestar atenção em coisas mais concretas, estas sempre me fogem.
Outra coisa muito humana é a contradição. Seja de quem for a bibliografia. Famoso ou não. Um anônimo qualquer como eu. A gente nunca segue um discurso muito convergente. Kurt não gostava de ser famoso e perseguia o estrelato. Não cheguei a reparar nas contradições da Cristiane, mas talvez seja esta que me veio à mente agora: ter uma família unida e feliz, e, no entanto, ela se distanciava mais por causa das drogas. Os dois vieram de famílias divorciadas – o divórcio, por si mesmo, não é algo ruim, é saudável quando envolve pessoas equilibradas – a minha ainda está aqui, os dois estão muito bem insatisfeitos consigo mesmos e a necessidade e o costume os une, haverá amor? Não sei, acredito que não, e que nunca houve. Esta é a vida real, casais apaixonados e amando-se é mais comum nas novelas da Globo, amar deve ser difícil, poucos conseguem. Melhor adotar a tática do “eu não estou vendo nada, problema? Que problema?” E seguir a vida, isto tem nos mantido de pé todos os dias. Amor não paga as contas. Não pense no tanto que é infeliz, e não o será, só isso. Aliás meus pais parecem mais como sócios de um negócio do que um casal, mesmo quando no seu círculo social ele tem que demonstrar algum afeto pela minha mãe, ele enfatiza o quanto ela é “boa companheira” (serão do partido comunista?), nada da famosa e tão batida frase “a mulher que eu mo, mãe dos meus filhos, razão de minha vida”, minha mãe nunca deve ter ouvido isso, a não ser quando ele tentou levá-la para cama pela primeira vez (apenas meras suposições). E é recíproco, se bem que eu já sei que ela não o ama, se apaixonou e depois se acostumou, desiludida. Aliás, a gente tem um problema com a palavra amor, a usamos pouco, eu tinha vergonha quando criança de chegar e dizer : eu te amo pai, te amo mãe. Se bem que um dia eu escrevi um cartão do dia dos pais bem amoroso (aqueles trabalhinhos de escola, lembra?), fiquei até surpresa quando o encontrei anos depois, será que ele leu? Acho que sim, mas não lembro de ter entregue em mãos. Com minha mãe eu tinha mais liberdade, sempre fomos mais carinhosos com ela e mais desobedientes também, o que a obrigava a chamar o pai pra vir nos dar umas porradas. Mas de vir falar assim, eu te amo, pra ela, com certa freqüência, só de uns 5 anos pra cá, acho que em parte é carência mesmo, estou sem namorado oficial vai fazer uns 3 anos. Ninguém mais diz que me ama, apesar de eu pensar, que tem alguém que me falaria isso com um tom sincero, mas isso não me tornaria menos só, apenas mais um engano.
E apesar de tudo isso não temos um Kurt Cobain ou uma Cristiane F. na família. Apenas seres entediados e infelizes, nada insuportável. Só latente e crônico. A televisão e a vida alheia nos distrai da nossa. Ao meu redor, sinto que são poucas as pessoas que buscam a verdadeira felicidade, muitos se contentam com o que têm e querem só mais um pouquinho (geralmente se referem a grana ou trabalho melhor, o que dá no mesmo), nada muito extravagante.
(continua ... ou não ...)
Obs.: Odeio de ser um ser reclamão, acho que isso fede, mas, nem sempre somos o que gostamos de ser, não sou sempre assim, eu juro.
sexta-feira, junho 01, 2007
Cabecinhas no Pau - Um estudo paintístico sobre a solidão humana
Nesta grandiosa obra, eu, então alcunhada Ludmila Pervin, resgatei das profundezas de minhas entranhas pirotécnicas a razão de ser inconsciente dos tempos atuais: a solidão, o ócio, o desprezo, a velhice. Sob um fundo vibrante, apenas o que se sobressai é a certeza de que nada há o que preocurar.
Expressões do dia (ou melhor de ontem) :
"Tem gente que goza com o pau dos outros" . Meu pai referindo-se à irmã de minha mãe, ela é acessora de político (pior que ela vai ter que quebrar um galho aí pra nós).
O funcionamento intestinal do meu cãozinho mais novo virou
pauta da semana passada e desta, rezem por ele, não aguento mais limpar merda.

sexta-feira, maio 25, 2007
Não sei dar título
Estava ausente, tenho essa péssima mania de não conseguir continuar, um fogo de palha genuíno, a vida está lá fora, hum... sei... que saco! um jovem homem careca no cocoruto tá afim de me comer, rapazes que não sabem ouvir um não, aprendam a lição: se uma mulher, tenha 13, tenha 99, simplesmente não te liga por muito tempo, e resolve, porque não tem mais nada o que fazer, te ligar e puxar papo de colega e NÃO te chama pra nada, simplesmente ela não quer suar o corpo junto ao seu, simples assim. Cheguei a ler algumas coisas sobre como nosso espírito atrai coisas e pessoas (ainda não li o tal "the secret", mas andei fuçando na internet),acho que meu espírito é um tanto FDP porque só atrai coisas que não quero, bnçao que sejam ruins na essência, é que sempre me deparo com coisas nada a ver.
Vamos falar de macho, homem, sim, daquele tipo exalando juventude e frescor, achei umas poses do Gianecchini na Vogue RG, ele vira pra esquerda, que beleza, tem uma veia sobressalente ou estou vendo demais? Homem é um negócio muito bacana, não sei se posso dizer que sou viciada em homem, porque sou bastante seletiva, aliás, como toda mulher, mas, tem homens que mexem comigo.
Ando "sonhando" com o Justin Timberlake, hahaha, mas ele não vai tomar o lugar do Jake Gyllenhaal, porra, sei até soletrar o sobrenome deste. Meninos, quando uma mulher aprende a soletrar seu nome o negócio é sério, hehhee. Engraçado, achava o J.T. um chatinho mala demais quando ele laborava no N'Sinc, grupeto do qual não conheço nada, amém. Gostei de "What goes around...", música nova, pensei que fosse da Joss Stone, mas a voz dela é mais grava que a dele. Eu tenho tesão por caras que parecem ser bonzinhos, delicadinhos, até meu professor de música eu achei bonito, mas casado né? Tô fora.
segunda-feira, março 26, 2007
Diga-me como lambes e te direi quem és
A volta dos que não foram
Opa! Rola viadagem entre beats que se prezem!! Mas pura ilusão! Nenhuma cena mais quente, tudo muito virginal. Que merda de novo. Jack Bauer, ou melhor, Kiether Sutherland é a bicha do William Burroughs, toda séria, metida a besta, ai que nojo!! Será que a bicha era assim?? Fiquei curiosa, dia seguinte fui pro google digitei : william burroughs, beatnicks, ginsberg, kerouac, tentei encontrar algum e-book, especificamente sobre os estudos de homossexualidade do Burroughs ...nada. Achei uma entrevista do Allen Ginsberg, bichinha esperta, comia o cu do Kerouac e chupava-o também. Isso que é cultura. Pior , com aquela cara de intelectual gostosinho que as minas curtem, sim, ele também encarou bucetas.
Amizade entre homens. Cut-up, era essa a técnica do Burroughs, li um texto e parecia post its colados um no rabo do outro. Preciso de tempo pra ler qualquer coisa. Tô consumindo. Vai rápido e logo é esquecido, não devia ser assim.
Ah, boldo é muito bom pra regular intestinos, demora, é ruim, mas acostuma, tô cagando que é uma beleza, é bom se sentir leve. Não gostei do Cáuboi ter saído do BBB7, agora o "lemão" não tem mais concorrente. Pelo menos é bruna segundona, ela é chatinha, mas vamos dar uma chance. Povo brazuka besta que não pode ver loiro metido a garanhão (mas viadão lá nas suas profundas entranhas). Hum...esse post tá na fase anal.
Acertei umas coisas, faltam outras tantas, lógico!
Apareceu um beija-flor que pensavam estar extinto, que fofo!! Lindo demais, com tanto bicho bonito, pra que ser humano?? Ser humano é um treco muito feio, sapo boi é mais bonito que qualquer ser humano pelado.
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Artes e Gostos.
Arte. Artista. Arte. Acho que são expressões mais que vulgarizadas. Quem não se sente um pouco artista? Todos. Quem o é de fato? Poucos? Nenhum? Eu tento me entender com as palavras. Leio menos do que gostaria. Bem menos do que devia. Gostaria de me entender com elas. Ridículas! Sempre saindo pretensiosas. Sempre versando sobre as mesmas merdas.
Hoje vou falar de gostos, meus gostos obviamente. Acho que não sou muito boa com quantidade, conheço pouca coisa, o básico do básico. Música, pinturas, letras, filmes! Cultura é alimento da alma! Eu ouço um mesmo cd, ou uma mesma faixa, diversas vezes, seja durante um dia inteiro ou vários, tento dissecar o negócio e imaginar que estou lá escondida dentre os riffs sinuosos de Light my fire, em alguma batida desengonçada do White Stripes , qualquer conjunção simples e esperta que grude no cérebro. Vamos ao céu! Únicos! Ninguém pode comigo. Me deleito nas críticas de bandas novas (quase sempre não brasileiras). Meus neurônios insistem em guardar um suingue mais do que manjado de algum calypso. Não sei dançar, tento, sai algo parecido com uma cobra que pegou um choque! Esmurra essa bateria! Vai! Agora! Libero meu lado macho ultraviolento e sado-masoquista.
Tento me encontrar em alguma música triste, esquisita, fria e até repetitiva da Björk. Filha da puta! Onde ela aprendeu a ser tão lindamente desafinada? De onde ela tirou aqueles barulhos esquisitos que se juntam e combinam? Sabe, são um bando de putos de sorte, vendem ilusões, adivinham nossas elucubrações e faturam em cima delas. A gente chega do trabalho (ou da falta dele) liga o som, o dvd, o ipod, e desliga por um tempo do real. Flutuar.
Estrela no céu. Ar frio. O sol escalda minha vida, insuportável convivência. Você + eles + eu = ódio escrito na parede, borrado no coração. Fico alegre refletida nos olhos caninos.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Falta de Tempo de Mim Comigo Mesma
Foram tantas coisas desde o último post, coisas internas, como sempre, minha cabeça explodindo, meu eterno descontentamento descontente, nossa, o disco não vira, por que eu sou assim?
Sou do tipo de pessoa que ama dolorosamente, mas quando é pra dar uma ajuda mais prática, eu trato mal, trato mesmo, fico com ódio de mim segundos depois, como pode alguém ser tão irracional? Não devia pisar em quem está por baixo, nem por impulso!
E, retornando, ao título, eu estou sem tempo, sem tempo de pensar direito no que sinto, sem tempo de refletir muito bem sobre a vida, querendo salvar o meu mundo e não conseguindo fazer porra alguma, grandes merdas não?
Eu preciso pedir desculpas, eu preciso falar o que sinto, eu preciso falar o que penso, eu preciso respirar de vez em quando.
Ufa!