domingo, setembro 21, 2008

Hoje - o retorno - de novo

Eu sempre acho que na internet está a solução de TODOS os meus problemas. Não há Deus, nem Jesus, nem nenhum conselheiro, há GOOGLE, sim ele mesmo! Vou lá e digito na pesquisa “cura para depressão”, “machismo e casamento”, “mulheres ficam imbecis quando amam” (temas frutos de minha pura curiosidade, juro!), e talvez eu ache algo, nunca é exatamente o que eu procurava (e o que alguém procura com estas palavras-chave?), mas chega perto, é tipo andar a ermo pela cidade... se eu achasse isso seguro, seria bacana e barato de vez em quando, mas eu sempre acho (tenho certeza) que tem alguém atrás de mim querendo me roubar ou algo pior. Não sei porque diabos uma mulher bonita andando titubeante por aí desperta a atenção dos sujeitos mais bizarros.

Voltei, mas é como se não tivesse ido, sei lá o que quis dizer com isso. Tava há um tempão sem jogar papo à toa, eu curto falar baboseiras no Messenger e abrir meu coração com pessoas que mal conheço, mas que por alguma razão despertaram minha simpatia e confiança, as contas do telefone não me deixam mentir! (nem sempre isso dá certo, porque eu teclo demais! Isso deve sufocar facilmente, sobretudo se do outro lado a pessoa só ta a fim de bater um papinho bem chulé que começa com “oi e aew gata” e termina com “e aew, tem cam?? Foto???” bom, nem preciso falar que eu bloqueio rapidinho tais pessoas) ... Estou precisando de contatos reais, “preciso de dinheiro, de carinho, ter amigos”, essa canção do Legião já diz tudo. A maioria das pessoas que interagem comigo no dia-a-dia não sabem muito de mim, nem eu delas, rola muita simpatia e amizade, não aquela AMIZADE que tira de você a vergonha de parecer inconveniente. Eu acho que sou ruim nessa de aceitar as pessoas e me entregar pra elas, medo de rejeição, sabe? Todo dia visto meu personagem tímido e simpático e saímos por aí como todo mundo faz.

Há poucos eu estava lendo algo sobre pessimismo, eu não sou tão pessimista assim, tem pessoas bem piores e aqui dentro da minha casa, vixe! (E o pior é que tal cidadão não se enxerga!)

Bom, não sei o que é pior, alguém que se acha o máximo o tempo todo (simancol zero) ou alguém que se sinta mal na própria pele boa parte do tempo (o desgraçado em tempo integral)? A sociedade parece aceitar melhor um cara com uma mega auto estima, contanto que não se conviva com ele por mais de algumas horas. Por outro lado o coitadinho (porra! Eu não acho nada fácil cultivar a melancolia e o negativismo neste nosso país tão lindo e festivo!) é alguém que não costuma receber muitos convites sociais. A tristeza já rendeu, rende e renderá muitas obras, sejam primas ou lixo descartável. O chute no rabo pela mulher amada (sempre ela!) imortalizado em várias canções, a chifrada, o desprezo, os infortúnios em geral, que na maioria das vezes afloram quando levamos uma porrada segura de nossa paixão.
Eu acho que o pessimista, o triste, o fodido tem um encanto que todo suicida (seja o real ou o espiritual) tem: chegar ao extremo, ao fundo do poço, evasão total... porra isso é romântico pra cacete e tira a pessoa do estado de dormência comum da existência, quero sair daqui! Eles gritam: não me agüento mais (e pensam: será que haverá muita gente em meu enterro?) E pulam desvairados para o abismo diante da resposta negativa.