Arte. Artista. Arte. Acho que são expressões mais que vulgarizadas. Quem não se sente um pouco artista? Todos. Quem o é de fato? Poucos? Nenhum? Eu tento me entender com as palavras. Leio menos do que gostaria. Bem menos do que devia. Gostaria de me entender com elas. Ridículas! Sempre saindo pretensiosas. Sempre versando sobre as mesmas merdas.
Hoje vou falar de gostos, meus gostos obviamente. Acho que não sou muito boa com quantidade, conheço pouca coisa, o básico do básico. Música, pinturas, letras, filmes! Cultura é alimento da alma! Eu ouço um mesmo cd, ou uma mesma faixa, diversas vezes, seja durante um dia inteiro ou vários, tento dissecar o negócio e imaginar que estou lá escondida dentre os riffs sinuosos de Light my fire, em alguma batida desengonçada do White Stripes , qualquer conjunção simples e esperta que grude no cérebro. Vamos ao céu! Únicos! Ninguém pode comigo. Me deleito nas críticas de bandas novas (quase sempre não brasileiras). Meus neurônios insistem em guardar um suingue mais do que manjado de algum calypso. Não sei dançar, tento, sai algo parecido com uma cobra que pegou um choque! Esmurra essa bateria! Vai! Agora! Libero meu lado macho ultraviolento e sado-masoquista.
Tento me encontrar em alguma música triste, esquisita, fria e até repetitiva da Björk. Filha da puta! Onde ela aprendeu a ser tão lindamente desafinada? De onde ela tirou aqueles barulhos esquisitos que se juntam e combinam? Sabe, são um bando de putos de sorte, vendem ilusões, adivinham nossas elucubrações e faturam em cima delas. A gente chega do trabalho (ou da falta dele) liga o som, o dvd, o ipod, e desliga por um tempo do real. Flutuar.
Estrela no céu. Ar frio. O sol escalda minha vida, insuportável convivência. Você + eles + eu = ódio escrito na parede, borrado no coração. Fico alegre refletida nos olhos caninos.