domingo, dezembro 31, 2006

Lá vem 2007

Estamos nos últimos suspiros de 2006, ufa! Não posso de dizer que foi um ano bom, tampouco 
que foi ruim, foi razoável como foram todos os outros. Este ano sobrou a grana do papi e fiz pós (estou acabando), fiz curso preparatório, não arrumei namorado novo, 
fui paquerada por caras nada a ver, dei uns pegas num amigo e isto também foi razoável. 
Nossa! Tá todo mundo contando! Todo mundo com tantos planos mirabolantes! 
Eu só quero um bem simples e difícil : dar um rumo próprio na minha vida, 
sair desta porra de concha e enfim, viver, com todos os riscos desta aventura. Nossa, que em 2007 eu reclame menos do velho, e que ele faça por merecer, pra mim ele tá (quase) neurótico, elva tudo a sério,  assiste Sandy e Jr. no Groisman e fica todo emocionado porque eles são queridinhos do pai-e-da-mamãe e como percebe que eu não gosto deles, depois do programa desata a reclamar dos filhos, de TODOS os filhos, que não damos valor pra ele, blá, blá, blá, e eu, idiota, numa péssima hora estou no computador (p´roximo da sala) me segurando pra não falar nada e entornar o caldo de vez, Deus salve meus protetores de ouvido! Que embora não resolvam o problema, dão uma embaçada no barulho.

Quer saber de uma coisa? Eu quero todo mundo feliz! Sim, isso mesmo! Minha família feliz, mas feliz mesmo, feliz e livre e não fingindo uns sorrisinhos idotas pra manter a pose e evitar confrontos com o velho (sempre ele!), como cantou O Rappa "paz sem voz não é paz é medo", 
eu concordo e assino embaixo, quero paz e felicidade de verdade!

Sabe eu quero pedir pra Deus muita coragem e paciência, coragem pra me sentir forte quando estou em pânico, e não deixar que lágrimas sufocadas e histéricas impeçam qualquer raciocínio meu. Paciência, para não levar tão a sério estas provocações (do velho, de novo!) de quem quer que seja, pra não humilhar quem eu amo e pra conseguir ajudar quem precise de mim. Não deixar que meus fantasmas me engulam e me mastiguem, amém.

Ah! a gente perde tanto tempo querendo ser ouvido, gritando, xingando, acusando! Porra, digo por experiência própria: é muito difícil ouvir e entender, estão TODOS com urgência de ser ouvidos e de ter razão, acusadores e vítimas se confundem no jogo do desentendimento e do egoísmo.

Que 2007  nos traga experiências que nos ajudem a  crescer, caso contrário, haverá um ano em que será tarde demais.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A estrela é você! Mas quem é você?

Estamos na era das celebridades sonrisal, basta o nego (ou nega) ter coragem de fazer qualquer merda, não ter um pingo de vergonha e pronto! Celebridade! Fodão! Fodão! Fodão! É jogar na água e está pronto. Antigamente as celebridades sofriam e se matavam (que legal, isso é mais a minha cara), hoje elas enchem os culhões e os cérebros da pessoa comum com o pacote da felicidade com grana, estilo e cara/casa nova. A coisa cresce, hoje tem a internet e qualquer imbecil pode se expressar à vontade que não paga nada. É orkut, youtube, pornotube (esse o menos malévolo de todos), live messenger, etc. Aquele que tá lá é você? É mesmo? Ou é uma imitação barata do Bam Margera (idiota da MTV cujo programa eu assisto - tenho este defeito adoro ver imbecis) ou da Paris Hilton? Se eles comerem merda, você come também? Se enfiarem um poste no cu, você fará isso também?

E o pior de tudo é que até pessoas mais esclarecidas caem nessa. Popularidade. P-O-P-U-L-A-R-I-D-A-D-E. Por vezes me odeio por não ter a estrelinha na testa que brilhe e chame os puxa-sacos, eu acho que mereço pelo menos meia dúzia deles, mas não sei se os aguentaria, a longo prazo poderia treinar tiro ao alvo neles :P Irra!

Mas na sinceridade, sou uma cidadã comum, pacífica, que não arruma treta com vizinho (que merece um esporro), que acha uma merda os adolescentes (salvo raras exceções), que admira a luz do sol atravessando as nuvens, que não acha graça em ir a uma festa só pra beber (porra, o gostoso é pegar), que apesar de gostar de sexo, não pega qualquer merdinha que aparece por aí (aí só fazendo justiça).

É isso aí meu bom Deus, que o sol continue brilhando pra todos!

Explorer Novo

Quis misturar Mozilla com Opera mas não chegou perto da qualidade de nenhum dos dois. Ô TROÇO LENTO DA DESGRAÇA! Ainda por cima tornou o Mozilla incompatível por um tempo, mas agora tudo ok!

Sabe, eu não posso perder tempo, o meu barco é à vapor! Dial-up na proa!

Internet Explorer? Só em último caso!

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Feliz Natal

O meu Natal foi tão igual a tantos outros, foi bom, não posso reclamar, mesa farta, estávamos
 todos amáveis, que bom! 

Deu 24 h, os foguetes estourando lá fora e nós assistindo Macbeth, logo após ter assistido um finalzinho de algum filme sobre Jesus Cristo. Um amigo de longe ligou, fiquei feliz! Acho que meus irmãos ligaram, mas eu estava ocupando o telefone. Dos 20 torpedos sms que mandei, apenas quatro me responderam, deixa pra lá, Shakespeare já sabia que o ser humano é movido pelo mais puro interesse, seja ele qual for. Ok, azar de quem não conhece a lição, e eu faço o mesmo também.

Me satisfaço com coisas simples, me aborreço com coisas que não consigo enfrentar. Estar perto de pai, mãe, irmão, sentir que ainda somos uma família e não me importar de abdicar de parte de meu intelecto/maturidade pra ganhar o carinho deles, tudo bem!

Macbeth precisou ter fé nas bruxas pra fazer o que fez, atropelar seus medos e esquecer aquela coisinha que costumamos chamar de consciência, tudo em nome de um bem maior: o poder; só que ele não sabia brincar direito com ele. Poder! Ai, aquem não o quer? Até o meu cachorro, se pudesse, teria ambições (mas eu sei que ele almeja incessantemente a rua e as delícias que ela oferta entre as grades do portão - e eu também). (Eu não amarrei esse parágrafo no texto)

O menino Jesus nasceu, isso é o que importa. Meu Deus! Isso é lindo! Ainda hoje comentei que a história de Jesus, dentre todos aqueles que encarnam as religiões, é a mais bonita, não sou especialista em nada, apenas uma palpiteira cara de pau, mas morrer por amor é algo lindo, é algo extremo, e se é por alguém que não merece, melhor ainda! Deus é melodramático! 

E lá vem um novo ano, de novo! Novos planos? Nova vida? Eu vou rasgar esses calendários e fingir que nunca envelhecerei! O tempo passa e não espera , ele não pergunta "olá, vc está preparada para fazer X anos?", nada disso, ele vem e pá! Pouco importa se você acha que tem tal idade ou não. Eu só tenho planos para médio e curto prazo.

Deste ano fico feliz pelos (poucos) amigos que cativei, espero tê-los ao meu lado, espero sobreviver melhor às tsunamis existenciais, espero ... tanta coisa! Espero me animar mais com todas as manhãs frias e azuis. Sorrir do nada e esquecer o que já devia estar sob uma pá de cal. Ter mais paciência, e que ela não descanbe para a indolência ou preguiça. Enfrentar os dias que vem. Aprender a me comunicar melhor com seres humanos. Simplesmente Ser e achar grande graça nisto!







quarta-feira, dezembro 06, 2006

Filminhos da Madruga : La seconda Moglie



Em alguma noite passada, esperando meus pais chegarem, meio sem sono e zapeando
entre os canais, parei na Globo, eis que me deparo com esse rapaz, mais criança que
homem e extremamente delicioso, de molhar a calcinha! O filme não é
nada demais, é italiano, falando de uma história comum e de um amor
(ou uma paixão) impossível, e no fim, tudo segue normalmente, cada um
pro seu canto. Mas como eu queria estar no lugar daquela ciciliana
bronzeada amassando aquele corpo ainda em formação!! Carne macia e
braços ainda finos, cenas de nudismo do rapaz, mas sem mostrar muito
bem a "parte principal". Não sei se estou curtindo uma fase meio
"pedófila", mas pelo que eu me lembro, nunca fui chegada num coroa.
Gosto mesmo é de carne fresca e aquele jeito meio bobinho que alguns
caras ainda conseguem ter, mesmo na faixa dos 20 e poucos anos. Mas
acho que os ninfetinhos inocentes (ou quase) estão em extinção, tem
moleque na faixa dos 15 mais pernicioso que tarado mental, é uma pena,
estão perdendo boa parte de seus charmes!

Nostalgia

Ando nostálgica, ou melhor, sou nostálgica, não sei se mais alguém no planeta foi mais flashback do que eu, pode ser que sim, posso dizer que minha vida amorosa, até pouco tempo atrás – periga dizer até hoje! deixa pra lá!- , circulou entre dois caras, absolutamente diferentes entre si e ao mesmo tempo tão iguais! Quanto ao “A”, primeiro namorado, o cara mais gostoso (fisicamente) que já peguei até hoje. O corpo dele ainda me serve como referência estética (não tão alto – por volta de 1,70m - , bunda arredondada – e que bunda!- , grande, pernas grossas e bem torneadas, certinhas, não entortam nem pra dentro, nem pra fora, ombros largos), se eu fosse compará-lo com algum famoso ele me lembrava muito, na época em que namorávamos, o Marcos Garcia quando estreou na tv – novela Tropicaliente, eu me lembro!- , só que mais branquelo e menos sarado de academia. Bom, eu era novinha, (13 anos), ele 16, cheia de medos, neuroses mil, nem passeei direito naquele playground! Hoje eu já desencanei, de vez mesmo, e para isso foi necessário um tardio flashback, eu 22 e ele 25, ele comprometido, eu desiludida com o “B” (tinha pego chifre). Duas ficadas, a primeira meiga, linda, uma relação sexual terna e delicada num beijo! Mas a segunda ordinariamente sexual e mais uma vez sem sexo – e foi melhor assim, saímos virgens um do outro. O namoro durou uns 3 meses, mas aos 15 eu ainda o pegava, amassava, ficava molhadinha mas não transava, por medo mesmo – eu era virgem . O pinto grosso, vermelho sangue, bonito, na média, lembrei do cheiro dele todo por tanto tempo, da boca carnuda, dos cabelos compridos (adoro), do jeito de menino (meu fraco) com corpo de homem, e só amasso mesmo. Em uma noite sorrateira em que fugi para a casa dele (antes dos meus pais chegarem do trabalho), quase que o selo vai, mas não foi, ô nervoso da porra! Ele devia pensar que eu não era mais, e eu, que me achava a “madura” não ia contar, também pra não aumentar a moral dele. Hoje penso que me faltou malícia, que isso poderia ser um atrativo, ele olharia nos meus olhos receosos, me tocaria suavemente ... mas provavelmente não, ele com 17 anos devia ser veloz e furioso como boa parte dos adolescentes, ele até tentou me masturbar, naquele tempo eu não sabia tocar siririca direito, me masturbava de outro jeito – que já nasci sabendo, haha, tentou me enfiar um dedo, não gostei disso, ele ficou nos lábios, desistiu, rolamos para cá e para lá, estava nu, eu de calcinha, preta e apertada, me protegendo das tentações e compensando minha falta de juízo. Eu curtia vê-lo nu, bonito, nossa! Achei-o ligeiramente mais gordinho. Sentada no colo dele, se encostando em mim, e o calor que saía de lá. Porra, se eu soubesse na época o que sei hoje. Mas o ar do momento se esvaiu, as cores se foram, e foi isso que ficou provado na última ficada, pra mim, estes resquícios agradáveis, pra ele deve ter ficado algo também. Já tive muita raiva dele, hoje me é indiferente. Como eu disse o sabor se foi e por mais que eu quisesse, ele nunca voltaria a “ser o menino de 16 anos que tava a fim de mim”.

Por que isso me veio à cabeça? Não sei, acho que meu cérebro se cansa muito rápido dos trabalhos da pós (para meu completo desespero e culpa!!) e meus neurônios se divertem misturando passado, ficção e realidade, o que poderia ter sido com o que foi, e isso não é só no campo erótico. Ando reparando demais os meninos adolescentes, uma hora desta fico feliz de todo dia estar na parada em frente ao shopping, no meu tempo não havia essas gracinhas! Ou eu era ceguinha? Dias desses vi um verdadeiro anjinho (heheh), de uns 14 ou 16 anos, dando us beijos na namoradinha, branquinho, sardento, cabelos claros e encaracolados, ai, ai, que pecado! Outro dia subi no ônibus e um do meu lado parecia ter saído da minha forma predileta, que coisa! Eu, ainda continuo bobinha, assediar teenagers no busão quase lotado? Ai! Morro de medo de alguém reparar! Mas volta e meia dava um jeitinho de encostar sem querer minha mão na dele, rsss, se ele percebeu, eu não sei.
Livros, anotações e rascunhos misturados a paus do passado, cuecas brancas, línguas, líquidos da excitação! Nossa, quanta coisa pra uma pobre cabecinha só! Já está saindo os parafusos! Rapazes, rapazes! Eu nem sei se poderia fazer uma poesia pra um ou outro. Pro meu muso imaginário! Sim, pra ele mesmo! Ou melhor, pra eles! Os homens são melhores nisso, mesmo porque, é fácil puxar saco da deusa inatingível, tentando convencê-la a dar uma - uminha só! - pegadinha no garoto.

Um pouco (ou muito) do meu coração se foi , se vai, e irá :
Pros paus que me fizeram querer dar, quando eu tinha medo.
Pras bocas que me fizeram gozar,
Pros dedos que me acariciaram no cinema,
Pra vocês que me foram (extra) ordinários,
Por todas as vezes que me senti alegre como nunca montada em ti ,
Pra quem me fez sentir pura,
Pelo amor que não veio como eu quis,
Nas transas imaginárias.

A textura da pele, da boca, do pau, respirações, carinhos, apalpadas, os olhares, “vem, goza”, dos cheiros, os toques, o meu coração está aqui, no corpo todo, estou nele e além dele..

E vou parar, se não começarei a chorar.