Ando nostálgica, ou melhor, sou nostálgica, não sei se mais alguém no planeta foi mais flashback do que eu, pode ser que sim, posso dizer que minha vida amorosa, até pouco tempo atrás – periga dizer até hoje! deixa pra lá!- , circulou entre dois caras, absolutamente diferentes entre si e ao mesmo tempo tão iguais! Quanto ao “A”, primeiro namorado, o cara mais gostoso (fisicamente) que já peguei até hoje. O corpo dele ainda me serve como referência estética (não tão alto – por volta de 1,70m - , bunda arredondada – e que bunda!- , grande, pernas grossas e bem torneadas, certinhas, não entortam nem pra dentro, nem pra fora, ombros largos), se eu fosse compará-lo com algum famoso ele me lembrava muito, na época em que namorávamos, o Marcos Garcia quando estreou na tv – novela Tropicaliente, eu me lembro!- , só que mais branquelo e menos sarado de academia. Bom, eu era novinha, (13 anos), ele 16, cheia de medos, neuroses mil, nem passeei direito naquele playground! Hoje eu já desencanei, de vez mesmo, e para isso foi necessário um tardio flashback, eu 22 e ele 25, ele comprometido, eu desiludida com o “B” (tinha pego chifre). Duas ficadas, a primeira meiga, linda, uma relação sexual terna e delicada num beijo! Mas a segunda ordinariamente sexual e mais uma vez sem sexo – e foi melhor assim, saímos virgens um do outro. O namoro durou uns 3 meses, mas aos 15 eu ainda o pegava, amassava, ficava molhadinha mas não transava, por medo mesmo – eu era virgem . O pinto grosso, vermelho sangue, bonito, na média, lembrei do cheiro dele todo por tanto tempo, da boca carnuda, dos cabelos compridos (adoro), do jeito de menino (meu fraco) com corpo de homem, e só amasso mesmo. Em uma noite sorrateira em que fugi para a casa dele (antes dos meus pais chegarem do trabalho), quase que o selo vai, mas não foi, ô nervoso da porra! Ele devia pensar que eu não era mais, e eu, que me achava a “madura” não ia contar, também pra não aumentar a moral dele. Hoje penso que me faltou malícia, que isso poderia ser um atrativo, ele olharia nos meus olhos receosos, me tocaria suavemente ... mas provavelmente não, ele com 17 anos devia ser veloz e furioso como boa parte dos adolescentes, ele até tentou me masturbar, naquele tempo eu não sabia tocar siririca direito, me masturbava de outro jeito – que já nasci sabendo, haha, tentou me enfiar um dedo, não gostei disso, ele ficou nos lábios, desistiu, rolamos para cá e para lá, estava nu, eu de calcinha, preta e apertada, me protegendo das tentações e compensando minha falta de juízo. Eu curtia vê-lo nu, bonito, nossa! Achei-o ligeiramente mais gordinho. Sentada no colo dele, se encostando em mim, e o calor que saía de lá. Porra, se eu soubesse na época o que sei hoje. Mas o ar do momento se esvaiu, as cores se foram, e foi isso que ficou provado na última ficada, pra mim, estes resquícios agradáveis, pra ele deve ter ficado algo também. Já tive muita raiva dele, hoje me é indiferente. Como eu disse o sabor se foi e por mais que eu quisesse, ele nunca voltaria a “ser o menino de 16 anos que tava a fim de mim”.
Por que isso me veio à cabeça? Não sei, acho que meu cérebro se cansa muito rápido dos trabalhos da pós (para meu completo desespero e culpa!!) e meus neurônios se divertem misturando passado, ficção e realidade, o que poderia ter sido com o que foi, e isso não é só no campo erótico. Ando reparando demais os meninos adolescentes, uma hora desta fico feliz de todo dia estar na parada em frente ao shopping, no meu tempo não havia essas gracinhas! Ou eu era ceguinha? Dias desses vi um verdadeiro anjinho (heheh), de uns 14 ou 16 anos, dando us beijos na namoradinha, branquinho, sardento, cabelos claros e encaracolados, ai, ai, que pecado! Outro dia subi no ônibus e um do meu lado parecia ter saído da minha forma predileta, que coisa! Eu, ainda continuo bobinha, assediar teenagers no busão quase lotado? Ai! Morro de medo de alguém reparar! Mas volta e meia dava um jeitinho de encostar sem querer minha mão na dele, rsss, se ele percebeu, eu não sei.
Livros, anotações e rascunhos misturados a paus do passado, cuecas brancas, línguas, líquidos da excitação! Nossa, quanta coisa pra uma pobre cabecinha só! Já está saindo os parafusos! Rapazes, rapazes! Eu nem sei se poderia fazer uma poesia pra um ou outro. Pro meu muso imaginário! Sim, pra ele mesmo! Ou melhor, pra eles! Os homens são melhores nisso, mesmo porque, é fácil puxar saco da deusa inatingível, tentando convencê-la a dar uma - uminha só! - pegadinha no garoto.
Um pouco (ou muito) do meu coração se foi , se vai, e irá :
Pros paus que me fizeram querer dar, quando eu tinha medo.
Pras bocas que me fizeram gozar,
Pros dedos que me acariciaram no cinema,
Pra vocês que me foram (extra) ordinários,
Por todas as vezes que me senti alegre como nunca montada em ti ,
Pra quem me fez sentir pura,
Pelo amor que não veio como eu quis,
Nas transas imaginárias.
A textura da pele, da boca, do pau, respirações, carinhos, apalpadas, os olhares, “vem, goza”, dos cheiros, os toques, o meu coração está aqui, no corpo todo, estou nele e além dele..
E vou parar, se não começarei a chorar.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
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