domingo, novembro 12, 2006

FÉNETRO E COISAS DE FAMÍLIA

Meu vô morreu. não devia ser um ponto seguido,mas um ponto final. Estou triste?? Não, normal. Não quero ser ordinária, mas foi o mesmo que senti quando minha cachorrinha morreu, das duas uma: ou eu gosto muito da cadela ou gostava pouco do velhinho, mas não vamos me crucificar agora, eu gostava dos dois (mas não viceralmente) e não posso forçar um sentimento que não tenho. O que sinto por ambos é piedade, vão com Deus.É uma oportunidade para refletir. Estamos velando o corpo dele, eu toquei nele numa despedida. Como tava frio! E inchado! A cara da morte é feia.Vamos aproveitar a vida e crescer espiritualmente.Minha tia que veio de longe (espero que só pra velar o pai, mas outras razões estavam encobertas, econômicas também) alugava a orelha do meu pai com o tema "como ter um cocô saudável" ou algo assim, ela é nutrcionista e uma mala também.Outra, é oportunista e já tava de olho na grana do velho antes dele emborcar, e fora uma algazarra de interesses e interesseiros, cada um procurando se superar em mesquinharia, uma verdadeira novela mexicana de mau gosto. Eu vou é rir, pois se for pra chorar, não paro mais. Mas enfim, é legal ter essas picuinhas, são mais mirabolantes que enredo de novela da globo (ou de qualquer outra emissora),as põe no chinelo, de fato. Eu diria que eles resumem a natureza humana na sua pior performance.

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