sábado, fevereiro 23, 2008

Eu sei que eu não presto.

Hoje estou assim, rancorosa, invejosa, ciumenta, capaz de matar, de morrer, quem sabe ... sou assim... nada! Sou nada! Vou chorar. Ah, não! Isso não! Preciso me distrair. Meu sono profundo limpo e sem pesadelos, curto, sempre curto demais e solitário. Quero destruir, acabar, distorcer, empezinhar, ver fios de sangue escorrendo pelas paredes, juro que sim. Hoje eu não tô boa, mas sou capaz de sorrir, um boa noite bastante amistoso eu seria capaz de dar a quem me interrompesse agora. Queridos, queridos, quanta racionalidade! Não se incomode, o motivo é fútil! A emoção disperdiçada também, mas meu inconsciente me trai, maldito Freud, maldito Lacan, filhos da puta da Psico qualquer porra, odeio vocês, antes as pessoas eram completas em suas loucuras, hoje querem curar tudo! Por favor me cure de quem eu sou! Por favor! Vão a merda. Estragaram a  brincadeira! Eu quero gritar por um motivo racionalmente fútil, eu quero bater na parede até os nós dos meus dedos sangrarem, quero não me importar se meu barulho incomodar. Não vou chorar, vou ligar a tv.



ps.: o título é uma alusão a música You know I'm no good da Amy Winehouse.

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