sábado, janeiro 12, 2008

Post do dia 10 para o dia 11 de janeiro

Ontem eu fiquei de bobeira na net até hoje (11/01/2007), fui dormir umas 4 horas da manhã, atarantada com tanta informação que não vão me servir de nada (porque faço isso?). A certa altura eu estava tentando encontrar fotos de meninos vestidos de meninas - de repente me pintou essa idéia na cabeça! Havia lembrado de uns ensaios na Revista Trip com o Mateus Nachtergaele de noiva, o Fábio Assunção também, que doidice – Fábio estava lindo e o primeiro, tão doce! Também no meio do caminho tomei conhecimento sobre aquele filme baseado no livro do J.T. Le Roy (que só fiquei sabendo quem era ontem), sobre sua “vida pessoal” filho de puta de beira de estrada, “menino” prostituído e hoje, escritor celebrado no mundinho underground americano, quanta merda junta meu Deus, tão interessante! E tudo pra fugir dos limites impostos sobre mim por estas paredes boloradas e cheias de infiltração , tá chovendo pra porra aqui na casa do caralho, bom pra dormir, ficar na cama e sentir falta do calor de um homem, ou então, desejar ser criança de novo, chupar as tetas da mãe e ter toda a vida pela frente, é incrível como essa sensação e a anterior são tão semelhantes.

Conclusão : dormi com a cabeça doída e as costas e bunda idem, não achei foto nenhuma de garotos, acordei umas oito e meia ou nove com a mãe zunindo na minha orelha, colocando o som nas alturas (pelo menos no rádio estava tocando Elvys), bem zonza e fingindo estar na força total (a mãe não gosta que eu fique de bobeira por aqui, ela zela pela minha sanidade mental e responsabilidade mais do que eu mesma), dei mais uns cochilos e acabei acordando MESMO umas dez e meia, onze, então me deu uma nóia de ir arrumar a casa (ao som de Elis Regina, The Doors, reggaes e umas músicas sertanejas à moda de Tonico e Tinoco –trabalhar no silêncio é missão impossível, os escravos sabem disso, e por isso que hoje existe essa maravilha de soul-blues-jazz-rock), pois é, tal atividade me tomou umas quatro ou cinco horas do dia, deixei a cozinha quase um brinco, o armário ficou novinho. Minha genitora me perguntou se eu tava legal, fiz uma cara de pomba lesa-doida-sem noção e respondi “tô doidona”, depois eu disse que eu tava sentindo umas taquicardias, tava ansiosa e não sabia porquê ou pelo quê. Ela respondeu carinhosamente algo como “nem inventa nada sua égua”, haha. A gente às vezes se trata na esculhambação, acho que passei um pouco pra ela esse meu prazer infantil de falar palavrões e obscenidades. Seria um dia perfeito se eu tivesse cumprido um pouco mais as minhas obrigações. Mas sei que Deus tem piedade, ou ao menos deveria, de seres avoados como eu. Hoje eu agradeço pelo dia, minha mente está na paz. Hoje vi que algumas coisas são mesmo possíveis. Beleza pura. : )

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