Normal, taí algo que desprezo e quero, por vezes me pego pensando "serei normal?", sabe, minha vida segue um ritmo monótono constante, eu tenho até medo de descrever meu habitat, porque todas as pessoas que conheço não são legais pra mim, mas o são para alguém. Não sei bem como é isso de amizade, não sou chamada todos os finais de semana para algo, converso com pessoas e sempre estou fingindo alguma alegria, me sinto como uma péssima atriz d eminha própria vida, hoje eu estava visualizando "eu, na beira de um prédio, vestida de vermelho, olhando para baixo ...", carta de despedida?? Já pensei em uma, me esqueço das palavras, mas me foram tão tocantes que comecei a chorar. Eu fico no escuro sabe? Imaginando minha morte, meu enterro, pessoas sentindo minha falta, é toda uma tortura narcisista, um desejo de ser, de SER! EM LETRAS MAIÚSCULAS. EU NÃO GOSTO DE SOFRER, NÃO GOSTO DE ME IMPOR ESSAS TORTURAS, MAS NÃO VEJO OUTRA SÁIDA, àS VEZES ACHO QUE PRECISO DE AJUDA, mas eu nunca pediria, não sei fazer cara de coitada. E eu não gosto de preocupar ninguém. Eu odeio muita coisa, muita mesmo, estou odiando por exemplo essa merda de texto, que parece de uma adolescente em crise hormonal!
Sabe, eu estou anestesiada, não aguento mais falar de mim, mas essa é a única coisa que conheço e pretendo conhecer ainda melhor, estou assim, voltada para o próprio umbigo, sinto que ainda vou me fuder muito na vida pra aprender que as coisas não são assim.
E eu estava pensando em escrever um texto alegre, que falta de talento!
domingo, julho 30, 2006
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