Estou como Moisés quando Deus lhe incumbiu da grandiosa missão de guiar o povo escolhido para a terra prometida. Ele dissera: Senhor, não tenho voz para guiá-los! E Deus lhe dera voa. Senhor, não sei como fazê-lo! Os desígnios divinos se apossarão de tuas limitações e guiarás o povo à terra, te farei forte e líder, objetivo e persistente. Ok.
Ao contrário de Moisés, não sei se meus desígnios são tão sublimes, só sei que são frequentes, persistentes; duvido muito que sua fonte seja divina, talvez seja, fora ele que dissera se perfazer por caminhos tortos. Pois bem, aí ele estão. Apesar de duvidar muito de ti, devo confessar que admiro essa tua forma "de veneta" de agir, cheio de nove horas, como diz minha mãe. Também odeio o que é retilíneo, objetivo, começo-mei-e-fim. Sempre nas horas vagas que invento para escapar do marasmo davida, me pego pensando na relatividade das coisas, de como todos nós somos assim. O que é bom ou mau não são integralmente. Se tudo for visto por inteiro, nada sobra. Provavelmente espíritos mais frágeis e utópicos caírão para o negativismo, para o niilismo absoluto das coisas, dos seres, de nós mesmos. Eu disse frágil? Errei! Não precisa ser tão frágil para perceber que o que vai sob a superfície não cheira tão bem. Precisa ser forte para aguentar estes trancos, fazer-sed e sonso e tirar fotos sorridentes. Eu queria ilustrar essa abstração tola com alguns exemplos. De praxe, só me vêm cisas sordidas, idéias inúteis, banais: prostitutas mirins, pessoas-legais-mas-que-na-verdade-n~]ao-prestam, futilidades nas mais diversas nuances, interesse material acima de tudo, nojinhos de certas espécimes humanas, gentinha drogada, que vive pro dinheiro, que não sabe o que fazer, a lista é imensa! Melhor parar! Posso também estar em algumas delas ...eu, você, teu pai, minha mãe, o pastor da igreja, O Ratzinger, enfim, todos, no fundo, temos duais ou mais caras e as usamos nas ocasiões que mais se fizerem necessárias, quem nega é porque no mínimo se identificou. Ah sim! Ia me esquecendo, todos somos perfeitos, eu não estava me referindo aos humanos e, sim, a uma espécie alienígena recém-descoberta, é o progresso da ciência! Não estamos sós!
Mas tem que se ter senso de humor acima de tudo, saber que não tem como ter vários nichos de influência nossos, não há como! Sempre tem um oposto que é intragragável.
Deve ser a grande graça da vida, ser um ator a própria história, desempenhando vários papéis, um enigma ambulante: a um só momento ser a pessoa amada e odiada, ou ainda, o alvo do mais absoluto desprezo. Ser querido da galera da qinta rua que faz esquina com a segunda, e totalmente mau afamado peo pessoal que mora na terceira.
Enfim, não é a unanimidade que é burra, ela simplesmente não existe se nós, os reizinhos, tivermos coragem de olhar além dos muros de nossos seguros e felizes reinados. Também, para quê fazer isso? Com qual necessidade?