domingo, janeiro 29, 2006

Tenho que treinar mais este complicado ato de escrever. Por vezes, eu me pergunto : escrevo pra quem? só pra mim? quero que alguém me ouça? quero ser uma anônima famosa? Acho que responderia sim à última questão, assumo com certa vergonha este desejo. Mas também escrevo pra liberar meus demônios, que não são poucos: uma vida de merda tem muito a oferecer como inspiração, basta saber aproveitar e conquistar o "público" com uma boa dose de irônia patética e inteligente, assim espero. Meu público, eu sei que não existe, pelo menos por enquanto.

Sempre tive dificuldades com exposição, nunca me expus demais, nunca me expus por inteira, eu tenho medo, medo de mim, medo da metade do universo, esta porra que me incomoda! Vou fazer um mea culpa, também sou uma filha da puta, tenho sentimentos horríveis, controversos, idiotas e firmes. A propósito, odeio o adjetivo "filha da puta", não tenho nada contra as moças, tenho até a favor, todos estão contra elas, pra quê mais uma a atirar facas? Que Deus as abençoe.

Acho que não sou a única, mas não sei o que sou. Não tenho nenhum amigo que tenha opinião confiável a meu respeito, a propósito, acho que não tenho amigos. Até Hitler tinha amigos, menos eu.

E eu gosto de coisas tão diferentes de mim! Rock, sexo, homens e mulheres bonitos, baladas undergrounds plurissexuais! Oww, quem me dera participar desta bagunça! Estou aqui, em busca de satisfação, nem que seja às vezes me imaginando participar de um mundo que não é meu.

Tudo depende de sacrifícios, de vontade persistente. A minha vontade é forte, mas efêmera. Impulso de 4 segundos. Fugacidade.

E eu não sei se passarei em concursos, não sei se continuo com esta porra de namoro de merda que está me dando nos nervos, não sei se marco encontros que podem provavelmente terminar na cama, não sei.

Estou numa ânsia do caralho de tudo! Não sei pra onde ir e nem como.

Acho melhor fechar os olhos pra essas vontades, escolher- por um tempo -, algo menos perigoso e bastante chato. Quer dizer, não posso pensar que é chato se não bloqueia.