É. Começo com a música da Dri Calcanhoto porque no momento não há nada mais minha cara do que estas estrofes.
Vou começar.
"Parece coisa de tia velha, algo como aqueles comentários "nossa, quanto tempo!, oh! mas como você cresceu!", mas são exatamente tais expressões que me vêm a mente quando lembro de um passado não muito distante.
Posso dizer que desde a minha saída daquele colégio, perdi, quase que totalmente, o contato com o povo de lá, que eram meus companheiros de conversa, acho até que era mais seus ouvintes do que qualquer outra coisa, nunca fui de falar muito mesmo. Creio eu que não consegui extrair daquele lugar nenhuma amizade, não que eles fossem péssimos, ou eu o fosse, simplesmente foi algo que não surgiu. Talvez não tenha havido entrega suficiente de minha parte. Sociabilidade nunca foi meu forte mesmo, aliás, nunca foi o forte de ninguém desta casa, nem de meu pai, que insiste em bancar o bonzão em tudo o tempo todo.
Daí, de repente, me vem um nervosismo estranho ao ver estes convites de "encontro de turma". Será que vou? Provavelmente não. As minhas condições financeiras também ajudam bastante para favorecer o não. Talvez... Hum... E se conseguisse carona com alguém? Mas, com quem? Com o Petronildo?? Ah, não! Tirei ele da minha vida, mas ele insiste em voltar. Caramba! Sabe o que tudo isso me faz pensar? Me faz retornar àquela velha idéia de que não tenho história, pois nunca deixei rastro em lugar nenhum.
Mesmo o vínculo com meus atuais "amigos" estão enfraquecendo... Aquela que considero minha melhor amiga não me liga faz quase um mês, um outro, que estava chegando quase neste patamar também vai pelo mesmo caminho.
Deve ser mesmo chato conviver com alguém que não tem história.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário